(Parêntesis)

Este é um blog para fazer uma pausa. Este é um blog para pensar Direito, e para além dele. Este é um blog para dar pequenos passos.

07.05.24

Não negoceie para dar uma lição: confie na sua estratégia. (3/3)

Há uma dificuldade real em prestar atenção ao outro, sem o interromper. Será que o nosso silêncio dá motivos para o outro se convencer que tem razão? Será que devo contestar cada afirmação com a qual não concordo sob pena de depois ser tarde de mais? O silêncio é o lugar dos vulneráveis? Neste último post da série Não negociei para dar uma lição, procuramos resposta para estes anseios.

30.04.24

Não negoceie para dar uma lição: convide o outro a mudar de jogo. (2/3)

Se está na mesa da negociação, aplique as suas próprias regras do jogo: escute como gostaria de ser escutado, procure compreender como gostaria de ser compreendido. Só os objetos estão sujeitos à terceira Lei de Newton “por cada ação, uma reação”, as pessoas podem e devem escolher, racionalizar. 

23.04.24

Não negoceie para dar uma lição: resolva os seus interesses. (1/3)

Quantas vezes avançamos para uma negociação já com um grau elevado de ressentimento relativamente à situação ou à contraparte? Nessas alturas predominam respostas emotivas e não colaborativas que, bem vistas as coisas, não contribuem para a satisfação dos nossos interesses. Devemos mais a nós próprios do que "dar uma lição" ao outro. O filósofo Sócrates bem o disse: "Eu não posso ensinar nada a ninguém".

06.09.22

Das negociações pela paz entre o governo da Colômbia e as guerrilhas FARC ou sobre as vantagens de um Kitchen Cabinet.

As negociações para alcançar a paz na Colômbia que decorreram entre 2012 e 2016 levaram à organização de uma conferência pelo Programa de Negociação da Universidade de Harvard (PON). Do muito que se pode refletir sobre as aprendizagens que este processo permitiu, uma conclusão sobressai imediatamente: todos os processos negociais podem beneficiar do recurso a conselheiros.

20.06.22

Porquê dar uma oportunidade à mediação? A laranja explica.

A mediação tem um vigor próprio, uma efetividade e um alcance de resolução que nos serve melhor perante determinados conflitos. Sempre que releio ou compartilho a história da laranja descubro de novo o potencial da mediação.